segunda-feira, 31 de maio de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Promiscuidade
Cada vez mais me enoja a promiscuidade na capital deste país, um pequeno grupo de gente que se auto-designa de elite, nascidos na classe média da administração salazarista e que hoje domina uma boa parte da vida. São jornalistas, são deputados, são jurisconsultos, são consultores das mais variadas artes, são comentadores televisivos, são gente que nunca teve dificuldades na vida, a quem para arranjar um emprego para um filho basta um telefonema, para comprarem um carro novo basta uma cunha para mais uma avença. Se foram apanhados na declaração de IRS telefonam ao fulano tal, se precisam de uma operação no hospital passam à frente da fila de espera, resolvem todos os seus problemas com um mero telefonema, são um verdadeiro grupo mafioso assente numa imensa rede de contactos, de compadrios assentes na troca de valores.
Esta gente não tem cor política, não tem ideologia, não tem princípios, não tem o mais pequeno respeito pelo povo que os alimenta e enriquece, de manhã são jornalistas e à noite bloggers, num dia são magistrados e no outro juízes desportivos, se estão na oposição coleccionam avenças, quando beneficiam do poder vão para administradores de empresas públicas, ora são assessores de líderes partidários, ora são directores de jornais. Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem de alimentar filhos sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem o pequeno-almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber, têm o maior do desprezo pelo povo cuja opinião gostam de manipular. No entanto ganham rios de dinheiro a comentar nas televisões sobre a melhor forma de resolver os problemas do país e dos portugueses.
Andam por aí a alardear grandes currículos, são ilustres jurisconsultos, jornalistas de primeira água, comentadores televisivos, sentem-se superiores aos que tanto usam nos seus discursos de conveniência. Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros mas multiplicam a sua riqueza, preocupam-se com a iliteracia mas olham para os outros com o desprezo e incomodam-se pela falta do perfume a 100 euros, há décadas que propõem novas soluções e o resultado é aquilo que se vê.
Cada vez sinto mais nojo desta elite que julga que todo o poder eleito pelo povo lhes deve prestar vassalagem, estão convencidos de que só os “bem falantes” têm direito a expressar as suas opiniões, que julgam que o povo que vota é uma imensa borregada que lhes deve perguntar onde devem votar, que acham que podem fazer e desfazer qualquer político.
É tempo de dizer não a esta imensa promiscuidade disfarçada de bons princípios. É preciso dizer não a esta gente, denunciá-la, combatê-la, antes que passemos a sentir nojo do próprio país. Portugal não é esta seita de proxenetas de gravata Hermes, que se instalou no poder da capital para viver à custa do subdesenvolvimento do país. O meu país é o meu povo e esse é eticamente muito superior a esses canalhas, é gente que sua por cada tostão de ganha, trabalhadores que tiram dos seus filhos os impostos que alimenta essa elite da treta, empresários que todos os meses lutam para que as suas empresas consigam pagar os ordenados dos trabalhadores no fim do mês.
reproduzido com a devida vénia ao "jumento" http://jumento.blogspot.com/
Esta gente não tem cor política, não tem ideologia, não tem princípios, não tem o mais pequeno respeito pelo povo que os alimenta e enriquece, de manhã são jornalistas e à noite bloggers, num dia são magistrados e no outro juízes desportivos, se estão na oposição coleccionam avenças, quando beneficiam do poder vão para administradores de empresas públicas, ora são assessores de líderes partidários, ora são directores de jornais. Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem de alimentar filhos sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem o pequeno-almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber, têm o maior do desprezo pelo povo cuja opinião gostam de manipular. No entanto ganham rios de dinheiro a comentar nas televisões sobre a melhor forma de resolver os problemas do país e dos portugueses.
Andam por aí a alardear grandes currículos, são ilustres jurisconsultos, jornalistas de primeira água, comentadores televisivos, sentem-se superiores aos que tanto usam nos seus discursos de conveniência. Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros mas multiplicam a sua riqueza, preocupam-se com a iliteracia mas olham para os outros com o desprezo e incomodam-se pela falta do perfume a 100 euros, há décadas que propõem novas soluções e o resultado é aquilo que se vê.
Cada vez sinto mais nojo desta elite que julga que todo o poder eleito pelo povo lhes deve prestar vassalagem, estão convencidos de que só os “bem falantes” têm direito a expressar as suas opiniões, que julgam que o povo que vota é uma imensa borregada que lhes deve perguntar onde devem votar, que acham que podem fazer e desfazer qualquer político.
É tempo de dizer não a esta imensa promiscuidade disfarçada de bons princípios. É preciso dizer não a esta gente, denunciá-la, combatê-la, antes que passemos a sentir nojo do próprio país. Portugal não é esta seita de proxenetas de gravata Hermes, que se instalou no poder da capital para viver à custa do subdesenvolvimento do país. O meu país é o meu povo e esse é eticamente muito superior a esses canalhas, é gente que sua por cada tostão de ganha, trabalhadores que tiram dos seus filhos os impostos que alimenta essa elite da treta, empresários que todos os meses lutam para que as suas empresas consigam pagar os ordenados dos trabalhadores no fim do mês.
reproduzido com a devida vénia ao "jumento" http://jumento.blogspot.com/
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Vegetarianos
Uma pergunta, se deus não queria que comêssemos animais porque é que os fez tão saborosos...?
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Playboy
Agora que a Playboy chegou finalmente a Portugal, muita gente questiona a razão de ser uma revista tão cara. A resposta é fácil, a Playboy é cara porque já traz o photoshop incluído.
sábado, 17 de outubro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Adolescentes
Ha... Adolescentes, essa espécie de primatas vagamente aparentados com os seres humanos comuns... sempre que vejo uma manada deles penso sempre o mesmo... "brain not found, please insert brain".
terça-feira, 8 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Gourmet
Por um conjunto de circunstâncias que não interessa aqui aprofundar, ultimamente tenho dado por mim a fazer compras no supermercado e na loja gourmet El Corte Ingles. (Nenhuma dessas circunstâncias passa por a) ter ganho o Euromilhões ou b) ter recebido dinheiro de subornos em off-shores.) Seja como for, uma vida inteira a caminhar para o MiniPreço ou para o Lidl, não nos prepara para frequentar sítios daqueles. É verdade que gosto de conhecer sítios novos e bem frequentados mas sinto-me deslocado. O espaço é fantástico, óptima música, bom ambiente e gente gira. Vê-se que quem ali vai é o género de pessoas que se veste bem para ir comprar rúcula e courgets.
Mas é por demais evidente que eu não pertenço aos habitués da casa. Ainda no outro dia, o segurança que estava à entrada da loja olhou para mim de alto a baixo. Até fiquei com medo que ele não me deixasse entrar. Estava mesmo à espera que se virasse para mim e me dissesse, "Desculpe, o consumo mínimo obrigatório são 150 euros". Mas vá lá. Foi uma sorte naquele dia ter calçado os sapatos vela que já têm mais de 10 anos.
Depois, lá dentro, há o dilema de encontrar produtos compatíveis com os meus rendimentos. reparem, nada na loja gourmet custa os olhos da cara. É pior, custa o ordenado do mês. Por ali não há marcas brancas ou genéricos. É tudo genuinamente bom (leia-se caro com'ó raio). Fico sempre com dúvidas se hei-de levar, por exemplo, um molho de mostarda de Katmandu ou poupar o dinheiro para comprar uma bicicleta. Tudo bem que os bifes não ficam tão bons mas sempre poderei dar belos passeios pela mata ao domingo de manhã.
Outro dos grandes problemas com que me deparo no El Corte Ingles são empregadas de caixa que sorriem. Onde é que já se viu uma coisa assim? Fico constrangido com pessoas que conseguem ser simpáticas e estar à frente de uma caixa registadora ao mesmo tempo. Como gajo classe média que sou, habituado a pessoas que parecem fazer-nos um grande favor por pegarem em mercearia (alheia), desconfio logo que se estejam a rir de mim por fazer compras num sítio onde um pacote de esparguete custa o mesmo que o valor do PIB num pequeno país africano.
Em qualquer outro supermercado, quando nos perguntam “Quer algum saco?” o que elas querem realmente perguntar é “Está preparado para pagar do seu bolso um misero saco de plástico com asas, seu pobretanas?”. Ora, no Super Cor, não há essa atitude. Muito pelo contrário. Se eu comprar,um cacho de uvas são bem capazes de me oferecer um saco para cada bago.
Com a devida vénia a Gervásio do literaturaverylight.blogs.sapo.pt/
Mas é por demais evidente que eu não pertenço aos habitués da casa. Ainda no outro dia, o segurança que estava à entrada da loja olhou para mim de alto a baixo. Até fiquei com medo que ele não me deixasse entrar. Estava mesmo à espera que se virasse para mim e me dissesse, "Desculpe, o consumo mínimo obrigatório são 150 euros". Mas vá lá. Foi uma sorte naquele dia ter calçado os sapatos vela que já têm mais de 10 anos.
Depois, lá dentro, há o dilema de encontrar produtos compatíveis com os meus rendimentos. reparem, nada na loja gourmet custa os olhos da cara. É pior, custa o ordenado do mês. Por ali não há marcas brancas ou genéricos. É tudo genuinamente bom (leia-se caro com'ó raio). Fico sempre com dúvidas se hei-de levar, por exemplo, um molho de mostarda de Katmandu ou poupar o dinheiro para comprar uma bicicleta. Tudo bem que os bifes não ficam tão bons mas sempre poderei dar belos passeios pela mata ao domingo de manhã.
Outro dos grandes problemas com que me deparo no El Corte Ingles são empregadas de caixa que sorriem. Onde é que já se viu uma coisa assim? Fico constrangido com pessoas que conseguem ser simpáticas e estar à frente de uma caixa registadora ao mesmo tempo. Como gajo classe média que sou, habituado a pessoas que parecem fazer-nos um grande favor por pegarem em mercearia (alheia), desconfio logo que se estejam a rir de mim por fazer compras num sítio onde um pacote de esparguete custa o mesmo que o valor do PIB num pequeno país africano.
Em qualquer outro supermercado, quando nos perguntam “Quer algum saco?” o que elas querem realmente perguntar é “Está preparado para pagar do seu bolso um misero saco de plástico com asas, seu pobretanas?”. Ora, no Super Cor, não há essa atitude. Muito pelo contrário. Se eu comprar,um cacho de uvas são bem capazes de me oferecer um saco para cada bago.
Com a devida vénia a Gervásio do literaturaverylight.blogs.sapo.pt/
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Feminismo
Odeio feministas e todo o discurso politicamente correcto e preconceitos e discriminações positivas e todas as restantes ideias estúpidas que vêm incluídas no pacote do feminismo, a essa gente eu digo apenas isto, o que é que o homem faria se não existissem as mulheres? Domesticava outro animal qualquer.
Já agora para irritar ambos os lados da equação, não só odeio o feminismo como odeio, com igual entusiasmo e convicção o machismo primário que afecta este pais da treta...
Já agora para irritar ambos os lados da equação, não só odeio o feminismo como odeio, com igual entusiasmo e convicção o machismo primário que afecta este pais da treta...
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